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JUNHO 2003

                   Brasil é o primeiro País a inserir certificado digital no Linux

                 O Brasil é o primeiro país a assinar um acordo com uma empresa da comunidade de software livre na área de certificação digital. Em solenidade realizada na semana passada, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) assinou acordo com a Conectiva S/A, sócia-fundadora do grupo United Linux – entidade que reúne diversas empresas distribuidoras do sistema operacional Linux em todo o        mundo.
                 O acordo permitirá a inserção do certificado raiz da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) no Conectiva Linux 9, versão de software livre que a empresa estará disponibilizando para usuários a partir do mês de abril.
                 O presidente do ITI, Sérgio Amadeu da Silveira, disse que o ato tinha dois significados importantes. O primeiro era a manifestação do governo do seu interesse na popularização da certificação digital. “Vamos colocar o nosso certificado em todos os browsers do mundo, como processo que garante o comércio eletrônico, a modernização administrativa do estado e também a privacidade do cidadão”, disse Amadeu.
                O segundo efeito da medida seria a confirmação da intenção do governo em trabalhar com o código aberto, a começar pela área de segurança da informação. “Não é possível mais que nós utilizemos software de segurança e que nós não tenhamos conhecimento do seu código-fonte. Não é possível desenvolvermos uma idéia de segurança atrasada, quando nós temos que dominar o processo tecnológico do início ao fim” criticou o presidente do ITI.
                 Sérgio Amadeu deixou claro que o governo cogita em utilizar o software livre, que segundo ele, significará alternativa de negócio e o desenvolvimento da nossa inteligência coletiva. “Na área de TI não tenham dúvida, nós vamos avançar com o software livre”.
                 O presidente da Conectiva, Sandro Nunes Henrique, confirmou que o acordo foi o primeiro passo do governo na mudança da sua mentalidade e reservas quanto à utilização do software livre. “Num País que exporta US$ 1 bilhão por ano em pagamento de licenças de uso de software e que, em 2005, vai exportar mais royalties com pagamento de software do que a conta petróleo, é fundamental que tenhamos uma alternativa”, afirmou o executivo da empresa associada ao Agente SOFTEX de Curitiba (CITS).
                 Sandro Henrique garante que o software de código aberto está maduro para atender as diversas demandas não somente do usuário comum, mas também do governo federal. Segundo o termo de acordo, o objetivo é fomentar o uso da certificação digital não só no âmbito da Administração Pública. A parceria, válida até 2011, beneficia as empresas e usuários Linux em todo Brasil, inclusive outras distribuições do sistema operacional que atuam no País.



FONTE: http://www.planetarium.com.br/planetarium/noticias/2003/4/1051234725/